Começo dizendo que, não sei se deveria fazer isso. Continuo achando meio arriscado, mas, se é o jeito. Talvez seja realmente o jeito.
Esse dia do beijo deu uma mexida comigo. Admito que antes nem sabia que isso existia, mas como a televisão é um insistente alarme de que essas datas existem, acabei descobrindo. Até acho bem interessante, porque o beijo, uma coisa tão gostosa e com tantos benefícios pra vida, deveria sim ter uma data especial, assim como eu acho que também deveria haver o dia da lasanha, maaaas.
Então, esse (merda) de dia do beijo mecheu comigo esse ano.
Estou solteira (disse solteira, não encalhada !!!!!! ). Isso pra mim nunca foi um problema. Sempre amei essa vida. Até cheguei a criticar alguns namoros, faço isso sempre ( :D ), porque, não sei se isso é bom ou ruim, parece q implantaram em mim um bipe de cilada, que detecta quando uma coisa vai ou não pra frente. E funciona SEMPRE, acredite ou não.
Minhas relações são de pessoas normais, é claro. Mas só até certo ponto.
Eu me apaixono muito rápido. Sou como qualquer mulher quando isso acontece. Fico chatinha para os outros, porque eu insisto em falar sempre em ‘amor, amor, amor’, e admito ficar “nas nuvens”. Um mês de enrolo, tão bom, só coisa bonita, aquele tempo em que você começa a conhecer a pessoa, mas só as coisas boas ainda, aiai, é bom. Mais um mês, ooopa, já se somam 2 meses, ta avançando. Dois meses de namorrolo, delicinha, mas é quando começam os telefonemas insistentes, e a cobrança de telefonema também, no meu caso, porque como vocês sabem, eu não sou de ficar ligando *-* . Empurra empurra, com a barriga, é claro, e se completam 3 meses.
Pára !!!!!!. É, pára, porque é aqui que complica. Eu não consigo continuar a partir daí.
Não sei se é o numero, ou se sou eu, mas eu prefiro acreditar que é ele.
As piadinhas começam a não ter mais graça, o meu telefone começa a querer desligar sozinho, mas tudo se complica MESMO, é quando até a forma como ele mastiga, respira, me irrita. Aí eu passo a ser uma ameaça, então, a melhor solução é... claro, mandar ele parar de mastigar e se possível de respirar. Agora, se isso não der certo, mando logo a fila andar.
Over. Mais um triste fim. Eu até choro bastante, porquê odeio finais, é uma coisa meio melancólica, e no fundo no fundo, eu não queria que fosse assim.
Então, pra solução de todos esses meus problemas, hoje, tomei uma decisão que vai mudar a vida de muitas pessoas. Estou abrindo meu coração. (não é para rir. )
É meio perigoso, mas vou tentar a sorte, aliás, cansei de ouvir “você tem que se abrir mais”, “você tem que se dar a chance de um amor”, “você tem que parar de dar tantos foras”, “você tem...”, “você tem...”.
Claro que eu tenho minhas exigências, tipo porte atlético, cabelos escuros, talvez um olho claro, mas hoje to preferindo um moreno, alto. Ui. Hahaha
Não to prometendo nada, porque essa é uma experiência nova pra mim, mas acho que me seguro uns 4, 5 meses, que já são mais que 3.
Então, agora que contei essa novidade para vocês, com exclusividade, sempre, to indo ali, espalhar alguns cartazes, pra ver se nessa pacata cidade, existe algum homem disposto a encarar uma aventura que pode ser linda, ou melhor, que é linda, e vai ser sempre linda, independente de durar 1, 3 ou milagrosamente alguns muitos meses.
Bjs, bala de caju.

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