Com certeza já ouviram falar em amor platônico, aquele que você ama uma pessoa, mas somente VOCE ama!
Eu costumo dizer que essa é a forma de amor mais complicada que existe... porquê além de todos os medos que esse sentimento nos trás, ainda vem com a falsa ilusão de que a outra pessoa possa senti-lo também, ou então a dura realidade, que machuca muito (MUITO!!), quando temos a certeza de que o outro não sente isso, mas mesmo assim não conseguimos parar de sentir.
Então, mesmo com toda minha simplicidade pra resolver alguns problemas que envolva coração, vivo um “amor” desse ai a mais ou menos uns ... alguns anos ...!
Tudo começou com uma amizade, linda, aliás, de dar inveja em qualquer um, ou qualquer uma, porque ele sempre foi muuito gato. Mas eu, com minha linda ingenuidade, fui mudando esse sentimento sozinha, e de repente, me pego imaginando como devia ser o beijo dele, sentir o calor do abraço dele, me fazia arrepiar, e a vontade de acreditar nele quando ele dizia que me amava era descontrolada ... então, acho que foi a partir daí que começaram a mudar algumas coisas J
Mesmo com isso tudo, sempre me escondi atrás da nossa amizade, mas chego uma hora que não teve mais jeito e ele descobriu... o que era pra ser bom, destruiu nossa amizade. Como éramos novos, o caminho maais simples de resolver isso era começar a ignorar um ao outro, e foi isso que aconteceu, não conversávamos mais, nos olhávamos rapidamente, e... Só isso!
Depois tive que me mudar, e foi aí que qualquer esperança de que pelo menos pudéssemos conversar sobre qualquer coisa, se resumiu a nada.
Passei bastante tempo sem nem mesmo ver ele, mas esquecer, esquecer mesmo, não dava, sempre quando achava que ele ia sumir pra sempre dos meus pensamentos, ele dava um jeitinho de entrar no meu sonho, e me fazer pensar nele o outro dia inteirinho, o que não me fazia nada bem.
Nesse fim de ano, com as festas e etc, resolvi conversar com ele, conversar nada demais, minha vontade era mesmo só de escutar a voz dele, e talvez sentir o abraço dele de novo, e foi só isso mesmo que consegui fazer, porque quando o abracei, minhas pernas tremeram e meu coração, ah, deve ter ficado por lá mesmo, não consegui nem conversar, foi estranho, ruim e bom ao mesmo tempo, uma mistura de reações que acho que só passando por ela de novo para conseguir descrever.
Foram 3 dias de festa, no primeiro dia foi mais ou menos isso que aconteceu, mais o fato de o tempo inteiro, no meio de todo mundo, eu estar sempre procurando por ele, no segundo, ver ele foi meio normal, talvez tenha sido bom, no terceiro, ah, acho que se eu vi ele, nem reparei tanto.
Depois disso, vi que ele pra mim era uma coisa momentânea... Durava quando eu não queria parar de pensar nele, mas se hoje, eu sonho com ele, talvez eu nem lembre mais do sonho pela manha. Isso ta me fazendo um beeeeeeem , claro que se fosse diferente, seria bom, mas como não é... ta ruim assim não .
Pensando beem , é bom quando acontece essas coisas, porque com isso, você aprende a lidar com seus sentimentos, domar seus pensamentos, e gostar mais de você mesmo.
Hoje eu tenho meu próprio significado pra esse amor besta aai , esse tal platônico... pra mim não passa de um sentimento que você sabe que não vai dar certo, mas que você gosta de sofrer por ele, gosta de alimentá-lo, mesmo sabendo que não te faz bem , mas quando você cai na real, e vê tudo que já passou por ele , já falou, já se iludiu, só serviu para alimentá-lo e perder seu tempo, se torna muito fácil de jogar um balde de água fria, e esquecer tudo (ou quase tudo) !
Eu indico um amor platônico pra todo mundo, porque no fim de tudo, você aprende a gostar mais de si mesmo, e o melhor, é que você enxerga o quão burra é a outra pessoa, que mesmo com todo esse tempo, todas essas chances, abriu mão disso tudo que você é.
Ame um amor platônico, mas ame com moderação.
Bjs, bala de maçã verde.

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